Pequena Crônica - 22 de fevereiro de 2026 - Ela é assim de vez em quando
Pequena Crônica - 22 de fevereiro - Ela é assim de vez em quando
Despertei de um sono vindo de um estado onírico muito bom. Sonhava com mulheres. Arrepios, sussurros ao pé do ouvido. Elas faziam deliberadamente. Apesar da cena irreal a lascívia era concreta nas imagens formadas. A moça da loja de secos e molhados aparecia mesmo fugazmente, mas na minha fantasia era ela a protagonista de tudo. Já descolado do turbilhão imaginário, fico num quarto escuro. São 3 horas da manhã e há um silêncio palpável. O delírio vai se dissipando e volto ao estado normal das coisas.Depois de tudo isso vou ver na TV jogos de regras ininteligíveis para mim. Aí eu lembro do livro Admirável Mundo Novo e a passagem onde o autor cita uns jogos confusos e nos quais eu nunca entendi bem mesmo fazendo por três vezes a leitura daquele folhetim. Volto a realidade do tempo ( ou seria do clima?) que oscila entre chuvas rápidas e calores abafados.Uma música vem a minha cabeça e me parece ser complexa sua compreensão. Ela foi escrita em outra língua. Traduzo seu título como “ Ela é assim de vez em quando” Além da difícil tradução, ainda é uma metáfora.
É sábado. É tarde e eu preciso acalmar meu espírito indômito que faz minhas funções anatômicas se desordenarem. Volta a cena do sonho e de chofre se forma uma imagem similar a aquela que me dá uma satisfação quase inexplicável. Preciso contar o tempo. Preciso prendê-lo numa garrafa para que ele não me escravize mais ainda.

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